O Geese negou que seu crescimento tenha sido fabricado por bots ou por uma operação psicológica nas redes sociais. A banda norte-americana de indie rock virou alvo de especulações no primeiro semestre de 2026, quando usuários passaram a questionar se a popularidade do grupo era resultado de uma campanha digital, e não de um crescimento orgânico.
A discussão ganhou força depois que os fundadores da agência Chaotic Good Projects disseram ter usado um método de simulação de tendências para promover o Geese. A empresa foi acusada de administrar uma rede de milhares de contas e páginas com o objetivo de influenciar o algoritmo do TikTok e de outras redes sociais.
O grupo teve aumento de popularidade neste ano, com shows esgotados em diversos lugares e a estreia no Saturday Night Live. A banda também vem sendo associada aos discos 3D Country (2023) e Getting Killed (2025).
Em entrevista, Cameron Winter contou que os integrantes ficaram assustados ao tomar conhecimento dos rumores. “Pareceu uma explicação razoável. A gente ficou tipo, ‘Meu Deus! Tudo isso é falso!’”, afirmou. Depois, os músicos procuraram a gravadora para perguntar se os fãs eram falsos.
Winter disse ainda que a banda passou a acompanhar reuniões sobre a divulgação do disco e afirmou estar confiante de que não houve fãs falsos ou bots no processo de crescimento do Geese.
Adam Tarsia, cofundador da Chaotic Good Projects, confirmou que a agência criou campanhas para a banda e para Winter. Ele ressaltou, porém, que a definição de estratégias de marketing é uma prática comum entre artistas.
A empresa declarou que valoriza a relação entre fãs e artistas e que pretende fortalecer essa conexão, sem forçá-la. Também afirmou ser contra o uso de fazendas de bots e disse que sua equipe é formada exclusivamente por fãs de música.







