Melissa Barrera afirmou que não pretende voltar a trabalhar com a Spyglass Media Group, empresa que detém atualmente os direitos da franquia Pânico. Em entrevista ao JustWatch, a atriz disse que só consideraria um retorno caso a série passasse para outra companhia, com uma visão que, na opinião dela, respeitasse mais o legado de Wes Craven.
“Eu adoro a franquia. Me diverti muito fazendo esses filmes”, declarou Barrera. Ela também disse que os conflitos enfrentados nos últimos anos estão ligados à forma como a liderança da Spyglass a classificou publicamente e destacou que a empresa não pediu desculpas, mesmo depois de, segundo ela, sua posição ter sido confirmada.
Saída de “Pânico 7”
Barrera foi demitida de Pânico 7 (2026), quando o projeto ainda estava em andamento, em 2023. A decisão veio depois de a atriz declarar apoio à Palestina nas redes sociais, após os ataques de 7 de outubro na Faixa de Gaza.
Na ocasião, ela publicou pedidos de paz, criticou o governo israelense pelo assassinato de civis palestinos e compartilhou links para doações a organizações de direitos humanos. Também divulgou artigos que acusavam Israel de genocídio e limpeza étnica.
A Spyglass afirmou ter tolerância zero ao antissemitismo e classificou as manifestações da atriz como uma forma de incitação ao ódio. Mesmo que houvesse um pedido de desculpas, Barrera disse que não voltaria a trabalhar com a empresa. Ela acrescentou que não acredita que a franquia deixe o controle da companhia, mas manteria a possibilidade caso isso acontecesse.
Após a demissão, Jenna Ortega e o diretor Christopher Landon deixaram o projeto em apoio à colega. Barrera também estrelou Pânico (2022) e Pânico VI (2023).
Comentários sobre Macklemore
Barrera voltou a abordar a questão palestina ao elogiar Macklemore, retirado da turnê Loop, de Ed Sheeran, por se manifestar sobre o tema. A atriz afirmou que não recebeu apoio público semelhante quando foi dispensada e avaliou que as reações mudaram quase três anos depois.
Ela disse ainda que manifestações de apoio podem incentivar mudanças e dificultar novas tentativas de censura por parte de pessoas em posições de poder.







