Melissa Barrera afirmou que não pretende trabalhar novamente com a empresa que atualmente controla os direitos de “Pânico”, mas deixou aberta a possibilidade de retornar à franquia caso ela passe para outra administração.
A declaração foi dada em entrevista à JustWatch. A Spyglass Media Group é coprodutora e detentora dos direitos da saga. Barrera explicou que sua resistência está ligada à liderança da companhia e à forma como foi tratada depois de ser afastada do projeto.
“Eu amo a franquia”, disse a atriz. Ela também afirmou que se divertiu durante a produção dos filmes e atribuiu as dificuldades enfrentadas nos últimos anos à decisão da empresa de classificá-la publicamente de uma maneira que, segundo ela, não corresponde à realidade. Barrera acrescentou que nunca recebeu um pedido de desculpas.
Disputa com a Spyglass
A fala se relaciona à acusação da Spyglass de que a atriz teria agido de forma “antissemita” ao compartilhar publicações nas redes sociais com críticas a Israel durante a guerra em Gaza. Na ocasião, a empresa declarou ter tolerância zero com antissemitismo e incitação ao ódio, incluindo referências falsas a genocídio, limpeza étnica, distorções do Holocausto e outras manifestações que ultrapassassem o limite do discurso de ódio.
Mesmo que recebesse um pedido de desculpas, Barrera disse que não voltaria a trabalhar com a empresa. Para ela, a possibilidade só existiria se a franquia fosse entregue a responsáveis que honrassem mais o legado de Wes Craven.
A atriz participou de “Pânico” e “Pânico VI” em 2022 e foi afastada da franquia em 2023. O lançamento mais recente da saga, “Pânico 7”, aconteceu no início deste ano.
Barrera também comentou o apoio recebido por Macklemore depois que ele saiu da turnê de Ed Sheeran. Ela mencionou Finneas, a banda e os artistas de abertura que cancelaram apresentações para apoiar o músico, e comparou a mobilização ao que viveu após sua própria saída. Segundo a atriz, quase três anos depois, as coisas mudaram.







