Olivia Rodrigo afirma que a inteligência artificial não fará parte de suas músicas, mesmo depois de testar a ferramenta por curiosidade. A cantora e compositora contou que recorreu ao ChatGPT ao lado de Dan Nigro, produtor de seus três álbuns, para buscar sugestões de títulos para um projeto.
A experiência não convenceu a dupla. Rodrigo avaliou as ideias recebidas de forma negativa e disse que elas reforçaram sua decisão de manter a tecnologia distante do processo criativo. “Eu jamais usaria IA em qualquer uma das minhas músicas”, declarou.
A artista também falou sobre o Daisy Chain Fields, festival voltado para artistas mulheres que organizou neste ano. O evento teve Stevie Nicks, Alanis Morissette, Sarah McLachlan e Karen O na programação e foi realizado no Great Park, em Irvine, na Califórnia.
Ao comentar a iniciativa, Rodrigo afirmou que a proposta era “mobilizar pessoas” e mostrar “o que pode acontecer quando você se une e contribui”. A cantora também abordou os rumores sobre sua vida amorosa, que começaram depois da circulação, em julho, de fotos ao lado de um executivo ligado a uma empresa de investimentos em IA. Ela afirmou estar solteira e disse que considera triste a exposição de relacionamentos, que deveriam ser privados.
Debate na indústria
A posição de Rodrigo aparece em meio a diferentes visões sobre o uso da inteligência artificial na música. Dr. Dre disse que está “abraçando” a tecnologia e comparou a resistência atual ao ceticismo que envolveu baterias eletrônicas e sintetizadores nos anos 1980.
Tyga, por outro lado, recebeu críticas após lançar o álbum $TARFACE, produzido com auxílio de inteligência artificial. No campo jurídico, empresas como a Suno enfrentam processos movidos por artistas que afirmam que seus modelos foram treinados com músicas usadas sem autorização.
Rodrigo lançou o terceiro álbum, you seem pretty sad for a girl so in love, pela Geffen Records, em junho de 2026.






