NOVA JERSEY — Sean “Diddy” Combs foi levado de ambulância da FCI Fort Dix a um hospital próximo durante a madrugada de sábado, 10, após sofrer um ferimento na cabeça. A ocorrência aconteceu por volta de uma hora da manhã, e a lesão foi descrita como não fatal.
Combs estava consciente e conseguia se comunicar quando retornou à prisão, antes do amanhecer. As circunstâncias do episódio ainda não foram esclarecidas. Juda Engelmayer, porta-voz do músico, afirmou que a equipe “está trabalhando para confirmar as circunstâncias” e que “a saúde e o bem-estar de Sean são a preocupação imediata”.
Problemas na prisão
O atendimento médico ocorreu dias depois de Combs perder 41 dias de bom comportamento por infrações na unidade federal. A punição foi aplicada após denúncias sobre as condições de encarceramento e resultou no adiamento da soltura prevista, inicialmente, para janeiro de 2028. A nova previsão passou para março daquele ano. O músico também foi levado ao confinamento solitário.
Relatos de detentos que dividiram a ala com Combs mencionaram celulares contrabandeados, entrada de Hennessy levada por agentes penitenciários nos fins de semana e uso ilegal de antidepressivos. Os presos também disseram que alguns detentos recebiam créditos na cantina por serviços pessoais, como limpar o banheiro e o chuveiro usados pelo músico e fazer massagens.
A FCI Fort Dix fica em uma base militar conjunta em Nova Jersey e abriga cerca de quatro mil e cem homens. A unidade já registrou outros casos de contrabando. Em 2019, um agente penitenciário foi preso sob acusação de receber subornos para levar materiais proibidos ao local.
Condenação e recurso
Combs foi condenado em julho de 2025 por dois crimes de transporte para fins de prostituição, com base na Lei Mann. O júri o absolveu das acusações de tráfico sexual e conspiração criminosa. Pelas condenações, ele recebeu pena de 50 meses e cumpre a sentença desde outubro de 2025.
Os advogados aguardam uma decisão sobre o recurso apresentado contra a condenação. Além do processo criminal, o músico enfrenta mais de 70 ações civis em diferentes estados americanos. Em agosto, Donald Trump afirmou que avaliaria um possível perdão presidencial, mas depois disse que a relação estremecida entre os dois tornaria a decisão “mais difícil”.






