NASHVILLE — A morte de Tay Keith foi classificada como acidental após a identificação de uma combinação de substâncias no organismo do produtor de hip hop. Uma fonte do escritório do médico legista de Nashville informou que ele morreu por toxicidade de mitraginina, 7-hidroximitraginina, pseudoindoxil de mitraginina e cetamina.
Keith, produtor indicado ao Grammy, tinha 29 anos e foi encontrado morto no próprio apartamento em Nashville, no dia 18 de junho. Na ocasião, o Departamento de Polícia Metropolitana de Nashville afirmou que não havia suspeita de crime. O relatório completo da autópsia foi solicitado ao escritório do médico legista.
A mitraginina é um alcaloide que pode ser isolado das folhas de Mitragyna speciosa, planta medicinal conhecida como kratom, conforme informações da Biblioteca Nacional de Medicina do National Center for Biotechnology Information.
Investigação sobre a morte
Policiais localizaram Keith durante uma verificação de bem-estar. Em comunicado, o departamento informou: “A morte dele está sem classificação, aguardando os resultados da autópsia.”
Natural do Tennessee, o produtor começou a criar beats na adolescência e desenvolveu um som inspirado em grupos do sul dos Estados Unidos, como Three 6 Mafia e 8Ball & MJG.
Aos 21 anos, ele conseguiu seu primeiro hit com Drake e BlocBoy em “Look Alive”. Entre os trabalhos de Keith também estão a coprodução de “Sicko Mode”, de Travis Scott, em 2018, e de “Not Alike”, de Eminem, lançado no álbum Kamikaze, de 2018.
Ele ainda coproduziu “Before I Let Go”, faixa bônus de Homecoming: The Live Album, de Beyoncé, lançado em 2019. Em 2024, foi produtor executivo de Sexyy We Trust, álbum de Sexyy Red. Keith também produziu “Pound Town” e “SkeeYee”, sucessos incluídos no projeto.







