Uma denúncia feita em 2007 levou policiais a um matagal em busca do corpo de Priscila Belfort, desaparecida no Rio de Janeiro. A mulher que procurou a delegacia afirmou ter presenciado a morte, mas depois negou o relato, e a operação terminou sem encontrar vestígios.
O episódio foi relembrado pelo delegado Jorge Lordello durante entrevista ao programa “Isso não é um talk show”, realizada em agosto de 2026. Segundo ele, a denunciante disse que quatro traficantes teriam matado Priscila porque ela devia dinheiro por uso de drogas. A mulher e os quatro suspeitos foram presos preventivamente.
A denunciante também afirmou saber onde o corpo estava. Ela acompanhou policiais especiais e retroescavadeiras até um matagal, que foi escavado durante um período. Nenhum corpo foi localizado.
Lordello contou ainda que um amigo policial viu o perito fazer um sinal indicando que a mulher era louca. Depois de começar a chorar, ela desmentiu a história. “Ela é maluca. Teve que soltar os 4 traficantes”, concluiu o delegado.
O desaparecimento
Priscila tinha 29 anos quando desapareceu, em 9 de janeiro de 2004. Na época, havia sido nomeada para um cargo temporário na secretaria de esportes, no centro do Rio de Janeiro. Ela saiu para almoçar e não voltou. O namorado, que trabalhava no mesmo prédio, não a acompanhou naquele dia.
A chefe tentou localizá-la por telefone, mas o celular estava desligado. A mãe foi avisada, e Vitor, irmão de Priscila, registrou um boletim de ocorrência. De acordo com Lordello, a polícia não encontrou imagens de uma câmera que mostrassem a saída dela do trabalho. “Naquela época, tinha poucas câmeras”, disse.
O caso está prestes a completar 23 anos e continua sem uma solução definitiva. Na entrevista, Carioca também afirmou ter visto Priscila pouco antes do desaparecimento, durante o casamento de Vitor com Joana.







