SÃO PAULO — Gilberto Gil mantém uma rotina baseada na alimentação macrobiótica desde a década de 1970. Aos 84 anos, o cantor segue com uma agenda de shows e compromissos, incluindo uma apresentação no Palco Mundo do Rock in Rio no dia 7 de setembro.
A macrobiótica é apresentada como uma filosofia alimentar que busca equilíbrio entre corpo, mente e alimentação. A prática prioriza produtos naturais e minimamente processados, como cereais integrais, legumes, verduras, grãos e algas. Também reduz ou evita itens industrializados, laticínios e carnes vermelhas.
Além da escolha dos alimentos, o estilo envolve uma relação de harmonia, bem-estar e conexão com os ciclos da natureza. Gilberto Gil teve uma relação próxima com Tomio Kikuchi, professor e um dos principais nomes da culinária macrobiótica no Brasil. Kikuchi morreu em 2019 e costumava definir a proposta como “Alimentação mais econômica, ecológica e estratégica”.
Como Gilberto Gil adotou a dieta
Em 2018, durante um evento sobre hipertensão no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Gil contou que começou a cuidar mais da saúde no período em que esteve preso por motivos políticos. O primeiro contato com a alimentação macrobiótica aconteceu em 1968.
Na época, o cantor disse que tinha sobrepeso e que a mudança alimentar o ajudou a perder peso. Durante a prisão, ele também pediu aos responsáveis pelas refeições que diminuíssem o sal e a proteína animal, além de aumentarem a presença de grãos, como o feijão.
Gilberto Gil deixou a prisão dois meses depois, mas decidiu continuar seguindo a dieta. Com o passar dos anos, flexibilizou alguns aspectos, sem abandonar os princípios centrais. Hoje, afirma fazer variações, mas procura manter uma porcentagem expressiva de grãos e legumes na alimentação.
A macrobiótica, assim, permaneceu como parte de seu estilo de vida, baseada na valorização dos alimentos naturais e na busca por equilíbrio.






