O INSS ainda tem cerca de 200 mil processos pendentes depois do prazo legal de 45 dias, apesar da redução no tempo médio de análise dos benefícios para 34 dias. Os dados foram divulgados pelo Governo Lula.
Em agosto de 2026, a fila reunia 1,252 milhão de requerimentos. Conforme os indicadores oficiais, o instituto passou a analisar mensalmente mais pedidos do que o volume de novas solicitações recebidas, interrompendo o acúmulo contínuo de processos.
A perícia médica também ficou mais rápida. O tempo médio caiu de 70 dias em 2023 para 17 dias em agosto de 2026.
Processos que continuam pendentes
O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Felipe Cavalcante, afirmou que a maior parte dos casos que ultrapassam o prazo depende do cumprimento de exigências documentais pelo próprio cidadão ou envolve análises complexas, como pedidos de BPC para pessoas com deficiência.
Durante um anúncio no Palácio do Planalto, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, disse que o órgão passou a trabalhar com uma lógica de fluxo de atendimento. Para lidar com os gargalos operacionais, o governo nomeou a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira para a presidência do instituto.
O avanço na velocidade das análises ocorre junto com o crescimento dos indeferimentos. Relatórios do Ministério apontam alta de 70% no volume de benefícios rejeitados no acumulado do ano, em comparação com o período anterior, com forte incidência sobre auxílios por incapacidade.
O presidente Lula declarou que a meta não é zerar as solicitações, já que isso significaria não haver novos pedidos de direitos, mas garantir um fluxo de concessões mais humanizado.
Como consultar um pedido
O segurado pode acompanhar o processo pelo site ou aplicativo Meu INSS, usando a conta GOV. No menu, é possível escolher “Meus Benefícios” ou “Consultar Pedidos”.
Também há atendimento pela Central Telefônica 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.







