Juan Paiva relembrou como o apoio da família foi decisivo para que seguisse o sonho de fazer teatro. Ao falar sobre a formação no Nós do Morro, projeto social apoiado pelo Criança Esperança, o ator destacou a presença dos pais e dos irmãos nas primeiras experiências ligadas à arte.
A mãe e o pai tiveram papéis importantes nesse caminho. Juan contou que ela nunca deixou de incentivá-lo, enquanto o pai o levava ao Nós do Morro e a outros lugares onde pudesse ter contato com atividades artísticas. “A minha mãe nunca desistiu de mim”, afirmou.
O acolhimento também aparecia na convivência com os irmãos. Nas brincadeiras, o ator encontrou liberdade para se expressar e disse que eles se inspiravam mutuamente, sem julgamentos.
A primeira experiência no palco
No primeiro ano em que participou do Nós do Morro, Juan integrou Romão e Julinha, adaptação infantil de Romeu e Julieta. A montagem foi preparada ao longo de um ano, período em que ele se dedicou às atividades e passou a esperar pelo momento de mostrar o resultado à mãe.
A apresentação foi marcada por timidez, ansiedade e animação entre os amigos. O ator recordou o frio na barriga e a adrenalina que tomou conta dos bastidores antes de subir ao palco.
Antes de entrar no projeto, Juan passava as tardes imaginando o que faria no futuro. Depois da escola ou de soltar pipa, pensava nas possibilidades para a própria vida. Apesar das dúvidas, já tinha a certeza de que queria fazer teatro, influenciado por pessoas próximas que encontraram na arte um caminho possível.
As aulas de percussão, dança e interpretação, somadas à convivência com os amigos, transformaram o desejo em uma rotina concreta. “Aquele sonho já estava se tornando uma realidade”, disse.
Ao falar com crianças e jovens que participam de projetos apoiados pelo Criança Esperança, Juan recomendou valorizar os aprendizados e cada oportunidade. Ele também deixou uma mensagem de esperança para quem está começando, com incentivo para acreditar nas possibilidades, nos sonhos e na própria caminhada.







