Nascida no bairro Barroso, na periferia de Fortaleza, no Ceará, Renata Saldanha encontrou na Edisca uma oportunidade para transformar em realidade o sonho de ser bailarina. O projeto social, apoiado pelo Criança Esperança, também ampliou sua visão sobre o futuro e a levou a buscar novas possibilidades para si e para a família.
A dança parecia distante por causa do custo da formação. Na Edisca, Renata teve acesso às aulas e a experiências que, segundo ela, mudaram sua maneira de enxergar a própria vida. A convivência com outras pessoas, as viagens e o contato com novas referências fizeram com que percebesse que poderia ir além da realidade que conhecia.
“Eu falaria para elas não desistirem, continuarem lutando. Existe, sim, uma perspectiva de vida diferente; existe, sim, a gente alcançar os nossos sonhos.”
De aluna a professora
A experiência no projeto ganhou um novo significado quando Renata completou 18 anos e foi contratada para dar aulas. Ao acompanhar as crianças, ela reconheceu nelas a própria trajetória e percebeu o valor de alguém que conhece aquela realidade por experiência própria.
O trabalho fortaleceu sua vontade de ensinar. Mais tarde, ela cursou Educação Física para unir o conhecimento científico à vivência construída na dança.
Para Renata, a oportunidade de ensinar foi uma das mais importantes que recebeu na Edisca. A atividade também reforçou sua percepção de que a mudança de perspectiva poderia ser compartilhada com outras crianças.
Persistência aprendida na dança
A rotina de ensaios ensinou a bailarina a conviver com o cansaço, respeitar o tempo de cada conquista e seguir diante das dificuldades. Os treinos aconteciam cinco vezes por semana, durante quatro horas por dia, exigindo determinação para manter o foco no objetivo.
A mãe, Dona Eulália, as professoras e Dora, fundadora da Edisca, aparecem como referências em sua trajetória. Com o passar do tempo, Renata também compreendeu o esforço necessário para manter a escola e oferecer alimentação, transporte e oportunidades aos alunos.
Ao falar com os jovens atendidos por projetos sociais, ela recomendou que aproveitem as atividades e procurem ajuda com educadores e pessoas que acreditam em seu potencial. “Usufruam, aproveitem muito dos projetos, tudo que eles têm de melhor para vocês”, afirmou.







