O governo federal projetou o salário mínimo de 2027 em R$ 1.741. A estimativa foi apresentada no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado ao Congresso Nacional e representa um aumento de R$ 120, aproximadamente 7,4%, em relação aos atuais R$ 1.621.
A nova previsão supera os R$ 1.717 indicados anteriormente no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Com isso, a diferença entre as duas estimativas chega a R$ 24. O cálculo mais recente considera parâmetros econômicos atualizados para a elaboração do orçamento.
Como o reajuste é calculado
De acordo com o Ministério da Fazenda, a projeção combina a inflação medida pelo INPC e o crescimento real previsto para o salário mínimo. A conta considera 4,93% de INPC acumulado em 12 meses até novembro, além de 2,3% de aumento real.
A política de valorização prevê a correção pela inflação somada a um ganho real baseado no desempenho da economia. Por isso, o reajuste projetado não se limita à reposição da perda do poder de compra provocada pela inflação.
Apesar da previsão, R$ 1.741 ainda não é o valor definitivo do salário mínimo em 2027. O Congresso Nacional terá de analisar e votar o PLOA 2027 antes da definição da Lei Orçamentária Anual. A quantia também pode ser alterada durante a tramitação do orçamento ou com a atualização dos indicadores econômicos usados no cálculo.
Impacto em benefícios e despesas
O salário mínimo serve de referência para despesas vinculadas ao piso nacional, incluindo benefícios previdenciários e assistenciais. Entre eles estão aposentadorias que recebem o mínimo e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O valor também influencia benefícios ligados ao mercado de trabalho. No caso do abono salarial, os pagamentos são proporcionais ao salário mínimo e à quantidade de meses trabalhados no ano-base.
O PLOA 2027 prevê R$ 2,576 trilhões em despesas primárias. Considerando também as despesas financeiras, o orçamento total chega a aproximadamente R$ 7,449 trilhões.
O projeto ainda estabelece medidas para limitar o crescimento de determinadas despesas obrigatórias. Os gastos com pessoal ficam sujeitos a um limite de crescimento real de 0,6%, conforme os mecanismos previstos no regime fiscal.
Ao mesmo tempo, o orçamento prevê o preenchimento de 48.826 vagas e a criação de outras 4.704 no setor público federal, com custo estimado de R$ 4,4 bilhões em 2027. No cenário fiscal apresentado pelo Executivo, a previsão é de superávit primário de R$ 18,6 bilhões. Com os descontos permitidos pela legislação fiscal, o resultado ajustado chega a R$ 83,4 bilhões, acima do centro da meta de R$ 73,2 bilhões.







