O documentário inédito “Suzane vai falar”, da Netflix, mostra Suzane von Richthofen em momentos da rotina familiar ao lado do marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e do filho do casal, que está com quase dois anos. A produção tem cerca de duas horas de duração e inclui cenas na praia e preparativos de Natal.
A decisão de filmar a vida doméstica com a criança aparece como um dos principais pontos do longa. Suzane relaciona a maternidade a uma interpretação espiritual sobre sua trajetória: “Quando eu olho para o meu filho, eu tenho a certeza de que Deus me perdoou.”
Relatos sobre a família e o crime
A produção também acompanha as lembranças de Suzane sobre o ambiente familiar anterior ao assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen. O crime aconteceu em 31 de outubro de 2002.
No documentário, ela descreve o pai como rígido e pouco afetuoso. Sobre a mãe, afirma que havia pouca demonstração de carinho físico ou verbal. Suzane ainda relata ter presenciado episódios de violência doméstica na infância, incluindo uma briga em que o pai teria agredido a mãe.
Ao falar sobre a noite do crime, ela assume a responsabilidade pelos assassinatos: “A culpa é minha. Claro que é minha.” O envolvimento com Daniel Cravinhos é apresentado como uma espécie de refúgio diante do ambiente doméstico descrito por ela.
Nova rotina e outras produções
Suzane está em regime aberto desde janeiro de 2023. Casada com Felipe Zecchini Muniz, com quem começou um relacionamento pelas redes sociais, ela mantém uma rotina discreta na região de Bragança Paulista.
O irmão Andreas von Richthofen herdou o espólio da família após Suzane perder judicialmente o direito à herança dos pais por indignidade. Ele não participou nem concedeu entrevistas para o documentário.
A história também aparece na segunda temporada de “Tremembé”, produzida pelo Amazon Prime Video e estrelada por Marina Ruy Barbosa. A nova fase retrata os desafios do regime semiaberto, o ingresso de Suzane na faculdade e seus relacionamentos fora das grades.
Entre outras obras sobre o caso estão “Anatomia do Crime” e “História do Crime”. Na literatura, Ullisses Campbell assina “Suzane: Assassina e Manipuladora”. No cinema, Carla Diaz interpreta Suzane nos filmes “O Menino que Matou Meus Pais”, “A Menina que Matou os Pais” e “A Menina que Matou os Pais: A Confissão”, lançados no Prime Video.







