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Aécio Neves suspende perfil em rede social depois de decisão do TRE-MG
Foto: Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado por Minas Gerais Reprodução/RECORD
Brasil

Aécio suspende conta de campanha após decisão do TRE-MG

Perfil no Instagram foi considerado canal de campanha não informado à Justiça Eleitoral e teve a divulgação de propaganda suspensa.

Aécio Neves (PSDB) suspendeu nesta quinta-feira (17) uma conta no Instagram vinculada à sua campanha ao Senado de Minas. Na quarta-feira (16), o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) havia determinado a suspensão da divulgação de propaganda eleitoral no perfil.

A decisão foi tomada pela 38ª zona eleitoral de Belo Horizonte após uma denúncia apresentada pelo aplicativo Pardal. O processo apontou que o candidato estaria fazendo propaganda em uma conta que não havia sido informada à Justiça Eleitoral.

Durante a análise do caso, o cartório eleitoral realizou uma diligência. O juiz Igor Queiroz concluiu que havia indícios de que o perfil era usado pelo próprio candidato para divulgar atividades de campanha e pedir votos.

A conta trazia referência ao cargo disputado, o número eleitoral e a imagem de Aécio Neves, além de pedidos explícitos de voto. A decisão também registrou que a biografia direcionava os usuários para o site oficial do candidato e para uma página no Linktree com os canais digitais da campanha. As publicações começaram a ser datadas a partir de 12 de setembro, e o perfil havia sido criado recentemente.

Regra para canais digitais

A legislação eleitoral exige que perfis, sites e outros endereços eletrônicos usados para propaganda sejam informados à Justiça Eleitoral. Canais criados durante a campanha precisam ser comunicados em até 24 horas. Já endereços anteriores que não tenham sido incluídos no pedido de registro de candidatura só podem ser usados depois do registro formal perante a Justiça Eleitoral.

Para o juiz, a conta não era uma iniciativa de apoiador ou simpatizante, mas um canal ligado ao próprio candidato. Assim, o uso sem o registro exigido configuraria irregularidade eleitoral.

O processo também menciona um caso semelhante envolvendo Renan Santos (Missão), candidato à Presidência. No final de agosto, ele não teria informado todas as contas usadas durante as eleições e teve a campanha suspensa pelo ministro Dias Toffoli.

A decisão ocorre no contexto das Eleições 2026.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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