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Ladeiras de Nova Lima expõem desafios para motoristas em dias de chuva
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Ladeiras de Nova Lima expõem desafios para motoristas em dias de chuva

Vídeo registrado na cidade mostra carro descendo com uma roda traseira suspensa; relevo acidentado amplia riscos nas ruas da Grande BH.

A chuva pode transformar as ladeiras da Região Metropolitana de Belo Horizonte em um obstáculo ainda maior para os motoristas. Com o asfalto molhado, a perda de aderência dos pneus dificulta tanto as subidas quanto as descidas, aumentando a possibilidade de veículos voltarem de ré ou não conseguirem frear a tempo.

A situação foi observada pela corretora de imóveis Márcia Antonia Gomes, que registrou um carro descendo uma via de Nova Lima com uma das rodas traseiras suspensa. Ela contou que evita determinados trechos quando chove e que condutores pouco familiarizados com o relevo costumam demonstrar preocupação ao enfrentar as ruas inclinadas.

Márcia explicou que a trajetória escolhida na pista pode influenciar o comportamento do veículo. Em alguns pontos, passar pelo centro da rua faz a roda subir. “O segredo é você chegar e não ir para o meio”, afirmou.

O urbanista André Prado relaciona a existência dessas vias às grandes variações de altitude dos municípios da região e ao processo de expansão urbana, que acompanhou parte do relevo. Segundo ele, áreas ocupadas antes das regras técnicas atuais ainda têm ruas que exigiriam outros cuidados no planejamento.

Minas Gerais lidera o país em área urbanizada localizada em terrenos com alta declividade, de acordo com dados do MapBiomas. São consideradas nessa categoria as áreas com inclinação superior a 30%.

Em Belo Horizonte, a inclinação média do terreno é de 8,28%. O índice fica acima do registrado em Brasília e Recife, onde a média é de aproximadamente 2%. Entre as regionais da capital mineira, a Pampulha tem a menor média, com 5,65%. As maiores aparecem nas regionais Leste, com 9,76%, e Centro-Sul, com 9,60%.

Ruas com inclinações acentuadas

As maiores inclinações estão em áreas como o Aglomerado da Serra, Taquaril, Morro das Pedras e Aglomerado Santa Lúcia. No Taquaril, a Rua Expedicionários chega a 57% de inclinação. No bairro Santo Antônio, a Rua Copérnico Pinto Coelho alcança 55% no trecho de maior declividade.

Para André Prado, a segurança depende também das condições do pavimento. Ele defende soluções que ofereçam mais aderência aos pneus, incluindo, em algumas situações, o uso de pavimento poliédrico — a pavimentação em pedra — no lugar do asfalto.

O urbanista também recomenda limitar a circulação de veículos pesados em trechos inclinados, com sinalização específica para caminhões e ônibus. A atenção deve ser redobrada em vias desconhecidas, especialmente durante períodos de chuva, quando a inclinação, o piso e as condições dos pneus podem dificultar manobras simples.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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