Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (8) de uma cerimônia pelo Dia da Amazônia e não comentou publicamente o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), horas antes do evento.
Em um discurso de mais de dez minutos, Lula abordou a preservação da floresta e temas ligados à economia. O presidente defendeu a combinação entre desenvolvimento regional e proteção ambiental, além de afirmar que a agenda ambiental passou a ter impacto econômico.
Entre os assuntos citados, estiveram a pavimentação da BR-319, a bioeconomia, a exploração de petróleo e a preparação do país para eventos climáticos extremos. A rodovia liga Manaus, no Amazonas, a Porto Velho, em Rondônia. Lula disse que é possível construir uma estrada moderna sem abandonar as medidas de proteção da região.
O presidente também afirmou que pretende aumentar o turismo em áreas protegidas e fazer com que a floresta preservada seja mais rentável do que as atividades associadas ao desmatamento. Sobre a Margem Equatorial, defendeu a exploração de petróleo e declarou que os recursos da atividade devem financiar a transição para uma economia menos dependente de combustíveis fósseis.
Decisão no STF
Além de Andrei Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada da Costa. O ministro disse que os dois participavam de um esquema de monitoramento que considerou ilegal e sistemático.
A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão, mas a análise foi interrompida depois que o ministro Gilmar Mendes pediu vista. O caso ocorreu durante o aumento da tensão entre Mendonça e Alexandre de Moraes, após a divulgação de relatórios de inteligência da PF com suspeitas sobre a atuação de Mendonça na condução do caso Banco Master.
Embora não tenha tratado do episódio na cerimônia, Lula recebeu auxiliares no Palácio da Alvorada para uma reunião de emergência sobre a crise provocada pelo afastamento do diretor da PF.







