Tati Oliva aprendeu com o pai, que trabalhava como vendedor, que escutar as pessoas é essencial para entender o que elas precisam. Hoje, como CEO da Cross Networking, ela aplica esse aprendizado ao trabalho de criar conexões e parcerias.
Em entrevista a Fabi Saad no programa Mulheres Positivas, Tati afirmou que networking não deve ser confundido com amizade. Para ela, o valor das relações está na capacidade de gerar resultados e atender a necessidades em comum. “Escutar cria relações que ficam para sempre e não têm nada a ver com amizade”, declarou.
Como construir conexões efetivas
A profissional recomenda que as pessoas saibam, antes de participar de um evento, o que desejam alcançar e o que podem oferecer. Na avaliação dela, buscar contatos sem objetivo definido faz com que o profissional desperdice tempo.
Tati também destacou a importância de conhecer as próprias metas e entender o perfil das pessoas ao redor. Para ela, informações sobre possíveis parceiros e clientes podem revelar oportunidades de negócio, já que ajudam a identificar necessidades e possibilidades de colaboração.
A construção de uma relação, porém, não termina no primeiro contato. A CEO usou situações do cotidiano para explicar como parcerias podem funcionar. Ela contou que já precisou da ajuda de mães de amigas das filhas para buscá-las quando estava atrasada para uma reunião. Em outro momento, também poderia retribuir o apoio, criando uma relação baseada em uma dificuldade compartilhada.
Na visão de Tati, esse tipo de parceria deveria estar mais presente na sociedade. Ela relacionou a falta de cooperação a problemas enfrentados no país e reforçou que seu trabalho não é apenas individual, mas está ligado a um propósito coletivo.
Propósito e trabalho
Autora de três livros, Tati disse que procura manter coerência entre aquilo em que acredita e o que oferece profissionalmente. Ela afirmou que não vende algo que não compraria e defendeu que agir de acordo com um propósito torna mais difícil abandonar os próprios princípios.
A especialista atribui sua trajetória à paixão por escutar e acredita que sempre existe uma necessidade para aquilo que cada pessoa sabe fazer. Esse entendimento, segundo ela, ajuda a criar pontes e pode abrir caminhos profissionais inesperados.







