NASHVILLE — Christa Pike deixou o hospital e foi levada de volta ao Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, no Tennessee, onde está presa há mais de 30 anos. A detenta recebeu alta depois de sobreviver a duas doses de uma injeção letal e seguirá sob acompanhamento médico na prisão, conforme confirmaram seus advogados neste sábado (10).
A equipe jurídica afirmou que ainda não é possível avaliar completamente os efeitos a longo prazo da tentativa de execução. Os representantes disseram que Pike enfrenta o trauma psicológico de ter acreditado que morreria durante o procedimento, além de lidar com dor, terror e incerteza.
“Ela está grata aos socorristas e à sua equipe médica pelos cuidados prestados nessas circunstâncias extraordinárias”, declararam os advogados. Segundo eles, a detenta continua recebendo atendimento médico após o retorno à unidade prisional, enquanto sua recuperação é acompanhada.
Como foi o procedimento
Pike recebeu duas doses de pentobarbital na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville. De acordo com a defesa, pelo menos sete agulhas foram usadas, e uma delas teria saído do braço da detenta.
Durante a internação, Christa chegou a deixar a cama e caminhar pelo quarto. Um dos advogados afirmou que ela estava com raiva e confusa, mas tinha consciência de que o estado havia tentado executá-la.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em janeiro de 1995. Ela tinha 18 anos na época e foi condenada por torturar e matar a jovem ao lado do então namorado.
A detenta seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Após sobreviver ao procedimento, tornou-se a primeira prisioneira nos Estados Unidos a sobreviver a uma execução por injeção letal.







