A admiração de Geddy Lee pelo Steely Dan quase virou uma escolha de nome dentro da família do músico. O vocalista e baixista do Rush contou que considerou chamar a filha de Aja, em referência ao álbum da banda americana, e disse ter escutado o disco tantas vezes que acabou se cansando dele.
A revelação foi feita em uma entrevista com Lee, Alex Lifeson e Anika Nilles. O encontro também mostrou que a conexão com o Steely Dan não fica restrita ao cantor. Lifeson falou sobre o guitarrista Jeff “Skunk” Baxter, colaborador do grupo, enquanto Nilles mencionou sua admiração por Jeff Porcaro, baterista que participou de três álbuns do Steely Dan, entre eles Katy Lied.
O elogio de Geddy Lee
Para Lee, o principal mérito do Steely Dan está em reunir complexidade musical e alcance comercial. O músico destacou que a banda conseguia trabalhar com ideias associadas ao jazz sem deixar de produzir canções acessíveis ao público.
“O que me impressionou no Steely Dan foi o quão comercial eles eram”, afirmou Lee. Na avaliação dele, o grupo conseguiu ser desafiador e artístico, mas ainda criar músicas fáceis de consumir. O Rush também reduziu a duração de suas composições mais extensas a partir dos anos 80. Lee resumiu a mudança com humor: de 14 minutos para sete.
Lifeson, por sua vez, ressaltou a variedade presente no trabalho de Baxter. “Já houve alguém mais versátil que o Skunk?”, perguntou o guitarrista, que também elogiou a inteligência do músico e a quantidade de estilos reunidos em seu toque.
A opinião do Steely Dan sobre o rock progressivo
Não há registro de comentários de Donald Fagen ou Walter Becker sobre a música do Rush. Os dois, porém, falaram sobre bandas progressivas, incluindo o Yes, uma das referências mais diretas do grupo canadense.
Em abril de 1974, Becker afirmou que grupos como Yes, Jethro Tull e Emerson Lake & Palmer eram interessantes, mas criticou o que considerava uma combinação de mudanças rápidas e excesso de complexidade. Fagen também disse não apreciar especialmente a música do Yes e apontou falta de coesão nas canções da banda.
Naquele período, o Rush ainda estava no começo da carreira. O álbum de estreia havia sido lançado um mês antes, e John Rutsey ocupava a bateria. Becker morreu em 2017.







