Tudo o que está em cena
“Milla” atravessou gerações e ficou ligada à voz de Netinho
Foto: Reprodução
Música

“Milla” atravessou gerações e ficou ligada à voz de Netinho

Faixa composta por Manno Góes e Tuca Fernandes ganhou projeção internacional e permaneceu no repertório do cantor até os últimos anos.

Netinho morreu nesta terça, 13, aos 60 anos, em Salvador. O cantor enfrentava um linfoma não Hodgkin diagnosticado em 2025, que voltou a se agravar em 2026. Entre as marcas de sua trajetória, “Milla” permaneceu no repertório até os últimos anos de apresentações e se tornou inseparável de sua interpretação.

A canção não foi escrita por Netinho. Manno Góes e Tuca Fernandes criaram a composição no fim dos anos 1980, inspirados por um romance de verão vivido por Manno em Mar Grande, distrito da Ilha de Itaparica, na Bahia. Ele passou os verões de 1986 e 1987 na região e conheceu ali a mulher que daria nome à música.

Anos depois, os dois se reencontraram por acaso, quando passaram a morar no mesmo prédio, em Salvador. Manno afirmou que Milla existiu de verdade: “Foi um amor de verão que aconteceu em Mar Grande, como a música retrata”. Na mesma ocasião, contou que ela estava casada, feliz e com filhos.

A gravação que mudou a trajetória

Netinho encontrou “Milla” em 1996, três anos depois de deixar a Banda Beijo e iniciar a carreira solo. A faixa entrou no álbum Netinho ao Vivo!, gravado em Aracaju. O disco também é apontado como o primeiro álbum ao vivo lançado por um cantor baiano, feito que o artista citava com orgulho.

A letra se apoia em referências específicas, como o farol apagado de Mar Grande, o cais, o moinho abandonado e as noites na Ilha do Sol. Na avaliação de Netinho, a força da música estava na identificação do público com uma história de amor que não foi esquecida. Em entrevista ao Fantástico em 2015, ele resumiu essa relação com os ouvintes: “A música chama a Milla de volta”.

O alcance da faixa foi além do axé dos anos 1990. “Milla” ganhou versões em mais de oito idiomas, incluindo o russo, e acompanhou Netinho em apresentações na Itália, no Chile e em Portugal. No Spotify, soma 37 milhões de reproduções; no YouTube, a gravação ao vivo em Aracaju ultrapassa 25 milhões de visualizações.

A história que começou em um verão na Ilha de Itaparica passou pela voz de Netinho e continuou entre novas gerações de ouvintes. Manno Góes seguiu com a própria vida; Netinho partiu, mas a música ficou.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.

Mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5