LOS ANGELES — Paul McCartney afirmou que John Lennon podia demonstrar comportamentos difíceis, embora continue tratando o ex-companheiro de Beatles como alguém muito importante em sua trajetória. A declaração foi dada durante uma conversa na cidade, ao relembrar o período posterior ao fim da banda.
Ao falar sobre a personalidade de Lennon, McCartney disse que o amigo também tinha características que tornavam a convivência complicada. “Sempre achei o John muito legal e ainda acho, mas ele podia ser um completo idiota em algumas coisas”, afirmou.
As mensagens em Ram
A conversa também passou pelo álbum Ram, lançado por McCartney com Linda McCartney em 1971. O trabalho provocou uma reação negativa de Lennon, que o classificou publicamente como “horrível”. O músico ainda entendeu que algumas faixas traziam mensagens voltadas para ele e Yoko Ono.
McCartney contou que, naquele momento, não compreendia totalmente o motivo da irritação do antigo parceiro. Com o passar dos anos, porém, reconheceu que determinadas letras tinham provocações. Entre elas está “Too Many People”, música que abre o disco e ficou associada a referências a Lennon e Yoko.
O ex-Beatle já descreveu a menção ao casal como uma “pequena indireta”. Mesmo diante das críticas e das provocações trocadas após a separação da banda, ele afirmou que o carinho por Lennon continuou. “Eu amava o John e o amo até hoje e sempre amarei”, declarou.
Infância e amizade
McCartney relacionou parte da angústia de Lennon às experiências vividas por ele na infância. O pai do músico ficou ausente durante boa parte de sua criação, e sua mãe, Julia Lennon, morreu atropelada em 1958, quando John ainda era adolescente.
A amizade entre McCartney e Lennon começou quando os dois ainda eram adolescentes e permaneceu como uma lembrança importante para o músico, apesar dos conflitos que marcaram os primeiros anos depois da separação dos Beatles.







