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Como consultar e pedir o resgate de valores esquecidos no Banco Central

Sistema de Valores a Receber permite verificar saldos ligados a CPF ou CNPJ e solicitar o pagamento por Pix ou diretamente ao banco.

Quem quiser descobrir se tem dinheiro esquecido em instituições financeiras deve acessar a plataforma oficial do Banco Central, no endereço valoresareceber.bcb.gov.br. A consulta pode ser feita com CPF ou CNPJ e data de nascimento. Se houver saldo, o usuário precisa entrar no Sistema de Valores a Receber com uma conta Gov.br de nível Prata ou Ouro.

Para pedir o pagamento, é necessário selecionar a opção “Solicitar por aqui” e informar uma chave Pix ativa. Quando não há uma chave cadastrada, o sistema mostra os dados da instituição financeira responsável pelos recursos. Nesse caso, o titular deve procurar o banco para combinar outra forma de recebimento, como transferência TED ou DOC.

O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas. O procedimento é restrito a herdeiros, inventariantes e representantes legais. O acesso deve ser realizado com a conta Gov.br do próprio responsável, que também precisa preencher um termo de responsabilidade antes de verificar os dados e as faixas de valores.

O Banco Central informou que ainda há R$ 5,64 bilhões não resgatados em instituições financeiras de todo o país. Desse total, R$ 4,24 bilhões estão ligados a 23,6 milhões de pessoas físicas, enquanto R$ 1,4 bilhão corresponde a 2,2 milhões de empresas.

O saldo do sistema mudou nos últimos meses. Em março, eram R$ 10,6 bilhões. O valor passou para R$ 6,2 bilhões em maio e chegou a R$ 5,1 bilhões em junho, antes da atualização mais recente.

Parte dos recursos foi direcionada pelo governo federal ao Fundo de Garantia de Operações (FGO) para viabilizar garantias do Desenrola. Cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos, com 10% mantidos para possíveis pedidos de saque dos titulares originais.

A operação passou a ser analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos apuram o uso dos recursos fora do orçamento formal da União. A avaliação considera regras fiscais que impedem o crescimento das despesas acima de 2,5% ao ano, além da inflação. Caso a operação estivesse no orçamento, o Executivo teria de fazer cortes equivalentes em despesas discricionárias.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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