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Fraudes digitais chegam a quase 300 mil casos em setembro
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Brasil

Fraudes digitais chegam a quase 300 mil casos em setembro

Levantamento da Equifax BoaVista aponta mais ocorrências, mas queda no valor médio das transações suspeitas.

O valor médio das transações identificadas como tentativas de fraude caiu de R$ 940,07 para R$ 802,96 em setembro, mas a quantidade de ocorrências aumentou. O recuo no ticket médio foi de 14,6%, no segundo mês consecutivo de queda. Em julho, o indicador havia alcançado R$ 1.028,82.

O levantamento da Equifax BoaVista analisou 21,18 milhões de transações e identificou quase 300 mil tentativas de golpes digitais no mês. Em agosto, haviam sido registradas 285 mil ocorrências. O número de setembro representa uma alta de 5,1% em relação ao mês anterior.

A proporção de operações classificadas como tentativas de fraude chegou a 1,42%. O índice era de 1,08% em junho, passou para 1,21% em julho e alcançou 1,37% em agosto. Com isso, setembro marcou o terceiro mês seguido de alta, depois de seis meses de queda.

Juliano Manrique, superintendente de Produtos de ID & Fraud da Equifax BoaVista, afirma que o crescimento da procura por ofertas, das compras e do uso de canais digitais também amplia as oportunidades para os fraudadores.

Mais ocorrências, valores menores

O valor total das tentativas de fraude também diminuiu. O montante passou de R$ 268,2 milhões em agosto para R$ 240,8 milhões em setembro, uma redução de 10,2%.

Para Manrique, uma possibilidade é que os fraudadores estejam fazendo operações menores para tentar escapar de mecanismos de detecção ou avaliar a eficiência dos controles. Ele destaca que a prevenção deve acompanhar o comportamento das transações, e não apenas os valores altos.

Entre as modalidades citadas estão o uso indevido de dados de cartões, identidades falsas, informações pessoais obtidas ilegalmente e invasões de contas em plataformas digitais. Mensagens, links, anúncios e páginas falsas podem induzir vítimas a entregar dados pessoais, senhas ou informações de pagamento.

Phishing é uma dessas técnicas: mensagens e páginas fraudulentas são usadas para roubar informações, que podem depois aparecer em tentativas de compras indevidas.

Como se proteger

As orientações incluem desconfiar de ofertas muito abaixo do preço de mercado, comparar valores e verificar a reputação da loja. Também é importante conferir o endereço do site e preferir os canais oficiais, acessados diretamente ou pelos aplicativos das empresas.

Links recebidos por WhatsApp, SMS e e-mail devem ser tratados com cuidado, principalmente quando falam de promoções, entregas pendentes ou problemas de pagamento. Em caso de dúvida, a recomendação é procurar a empresa por um canal oficial.

Antes de pagar por Pix, confira o nome e os dados do destinatário. Senhas fortes e diferentes, autenticação em duas etapas e notificações de compras e transferências ajudam a identificar movimentações desconhecidas. O acompanhamento de cartões e contas bancárias também é recomendado, assim como o uso de cartões virtuais em compras online.

Texto produzido pela Redação Cena Plural com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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